
Depois de mais um dia, aplicando a velha rotina, soltei um suspiro. Um suspiro sincero, sentido, um suspiro profundo, como se tivesse dado a volta a todo o meu cansaço e inquietação, contornasse o meu coração e os meus pensamentos, as minhas memórias e recordações mais felizes ou menos felizes, direccionando-se assim em direção aos lábios, que o fizeram sair.
As lágrimas deixaram de correr, muitas vezes pregam-se partidas, aparecendo subitamente, mas nunca permito que deslizem. Já nem elas têm força para escorrer, já não luto por causas perdidas. O nosso amor é uma delas. Apenas eu não via isso, apenas eu lutei com todas as minhas forças por ele, com todas as forças que eu tinha e não tinha, com toda a garra e sentimento, apenas eu corri ao longo do rio que a nossa história formou, não percebendo que para ti, já tinha passado à história.
Mais poderosas do que as promessas que te fiz, foram aquelas que fiz a mim própria, um dia. O meu coração ainda te pertence, mesmo que o meu olhar permaneça frio, mesmo quando te dirijo as palavras mais duras. Toda a revolta é acumulada na minha alma, e eu entendo-te. Entendo-te a ti mas não aquilo que connosco aconteceu, não entendo como horas a fio a olhar frente a frente foram esbanjadas em minutos, não entendo como te tornas-te numa pessoa falsa e vazia, não entendo como agora vejo que todos aqueles que à minha volta me tentaram avisar e pintar o teu verdadeiro ser, têm razão. A respiração intensifica, o coração palpita freneticamente e eu estendo-te a mão, eu quero que sejas meu novamente, eu quero que proves a todos que afinal és o meu menino, o mais puro, bonito e verdadeiro. Eu quero que proves a todos que valeu a pena lutar contra esta corrente, que valeu cada dia em que lutei por ti, por nós. Que ainda posso acreditar que traçamos um caminho sem fim. Eu quero acreditar que tu conservas esse tão grande pedaço de mim que levas na tua essência, que farás de tudo para não o amachucar. E cada vez pareço perder mais ar, balançando ao sabor das lágrimas, entendo que afinal o pior de ti, é uma presente realidade. Que muito de ti, não é nem metade daquilo que imaginava e desejava para ti. Mas sabes, ainda espero por ti. Porque quem ama, acredita. Porque ainda choro a cada noite por ti, e não consigo desistir. Permaneço ferida no meu canto mais escondido, sabendo que vi aquilo que ninguém viu. Que fui a espectadora mais presente e atenta, que pressenti cada tua queda, morrendo aos pedaços, rezando para que te levantasses com todo o teu brilho. Porque um dia, eu conheci o mundo dos teus olhos, e o universo maravilhoso do teu corpo, do teu mundo á parte. Do mundo que me fizeste questão de inocentemente mostrar, a mim e a quase mais ninguém. O coração bate, a mão é estendida, e eu enfrento-te prontamente, quero levar-te ao melhor caminho. E no fim, recuperada, quero que saibas que fui a única que nunca desisti da magia e da ternura que tens. O meu amor é incondicional, e tu corres em mim, então abraça-me, com toda á tua força. A partir de hoje, eu tentarei contigo levantar todas as esperanças perdidas, eu limparei as lágrimas das nossas almas, e provarei, mais do que a todos eles, mas a mim, que és das pessoas mais importantes que tenho em mim, e que nada me fará desistir, pois eu sei bem quem és. Conheço o teu fundo de verdade, tudo aquilo que tens para dar, mas guardas bem dentro de ti, num mundo que me atordoa e faz pedir mais, muito mais (...)
Um dia prometeste ficar comigo para sempre. E eu pensava, o para sempre não existe, e se existe eu nunca o constatei. Mas sinceramente sempre foste homem de cumprir todas as tuas promessas, de provar a verdade de cada palavra saída da tua boca. E eu deixei que fosses. Deixei que o meu para sempre se tornasse num vazio profundo. Viajo em pensamento, em estradas que eu procuro dentro do meu coração, tento perceber se este é o melhor caminho.
E no meio de tudo isto, não entendo como as palavras que me eram encaminhadas, são agora dela, como os momentos e dias, um dia meus, são dedicados a ela, como a tocas, a beijas, lhe dás a mão, a confortas e abraças, quanto tudo era meu e só meu. E acima de tudo quando tu prometeste que esse teu mundo seria eternamente nosso, onde prometeste amar-me sempre, onde me disseste que me amavas como ninguém, ou como nunca antes tinhas amado. Hoje, enquanto ouço as nossas músicas e rasgo as nossas fotos, entendo que por vezes desistir não é uma cobardia, mas uma decisão, apesar de dura, glorificante. Estou de partida, ou pelo menos tento estar.
As lágrimas deixaram de correr, muitas vezes pregam-se partidas, aparecendo subitamente, mas nunca permito que deslizem. Já nem elas têm força para escorrer, já não luto por causas perdidas. O nosso amor é uma delas. Apenas eu não via isso, apenas eu lutei com todas as minhas forças por ele, com todas as forças que eu tinha e não tinha, com toda a garra e sentimento, apenas eu corri ao longo do rio que a nossa história formou, não percebendo que para ti, já tinha passado à história.
Mais poderosas do que as promessas que te fiz, foram aquelas que fiz a mim própria, um dia. O meu coração ainda te pertence, mesmo que o meu olhar permaneça frio, mesmo quando te dirijo as palavras mais duras. Toda a revolta é acumulada na minha alma, e eu entendo-te. Entendo-te a ti mas não aquilo que connosco aconteceu, não entendo como horas a fio a olhar frente a frente foram esbanjadas em minutos, não entendo como te tornas-te numa pessoa falsa e vazia, não entendo como agora vejo que todos aqueles que à minha volta me tentaram avisar e pintar o teu verdadeiro ser, têm razão. A respiração intensifica, o coração palpita freneticamente e eu estendo-te a mão, eu quero que sejas meu novamente, eu quero que proves a todos que afinal és o meu menino, o mais puro, bonito e verdadeiro. Eu quero que proves a todos que valeu a pena lutar contra esta corrente, que valeu cada dia em que lutei por ti, por nós. Que ainda posso acreditar que traçamos um caminho sem fim. Eu quero acreditar que tu conservas esse tão grande pedaço de mim que levas na tua essência, que farás de tudo para não o amachucar. E cada vez pareço perder mais ar, balançando ao sabor das lágrimas, entendo que afinal o pior de ti, é uma presente realidade. Que muito de ti, não é nem metade daquilo que imaginava e desejava para ti. Mas sabes, ainda espero por ti. Porque quem ama, acredita. Porque ainda choro a cada noite por ti, e não consigo desistir. Permaneço ferida no meu canto mais escondido, sabendo que vi aquilo que ninguém viu. Que fui a espectadora mais presente e atenta, que pressenti cada tua queda, morrendo aos pedaços, rezando para que te levantasses com todo o teu brilho. Porque um dia, eu conheci o mundo dos teus olhos, e o universo maravilhoso do teu corpo, do teu mundo á parte. Do mundo que me fizeste questão de inocentemente mostrar, a mim e a quase mais ninguém. O coração bate, a mão é estendida, e eu enfrento-te prontamente, quero levar-te ao melhor caminho. E no fim, recuperada, quero que saibas que fui a única que nunca desisti da magia e da ternura que tens. O meu amor é incondicional, e tu corres em mim, então abraça-me, com toda á tua força. A partir de hoje, eu tentarei contigo levantar todas as esperanças perdidas, eu limparei as lágrimas das nossas almas, e provarei, mais do que a todos eles, mas a mim, que és das pessoas mais importantes que tenho em mim, e que nada me fará desistir, pois eu sei bem quem és. Conheço o teu fundo de verdade, tudo aquilo que tens para dar, mas guardas bem dentro de ti, num mundo que me atordoa e faz pedir mais, muito mais (...)
Um dia prometeste ficar comigo para sempre. E eu pensava, o para sempre não existe, e se existe eu nunca o constatei. Mas sinceramente sempre foste homem de cumprir todas as tuas promessas, de provar a verdade de cada palavra saída da tua boca. E eu deixei que fosses. Deixei que o meu para sempre se tornasse num vazio profundo. Viajo em pensamento, em estradas que eu procuro dentro do meu coração, tento perceber se este é o melhor caminho.
E no meio de tudo isto, não entendo como as palavras que me eram encaminhadas, são agora dela, como os momentos e dias, um dia meus, são dedicados a ela, como a tocas, a beijas, lhe dás a mão, a confortas e abraças, quanto tudo era meu e só meu. E acima de tudo quando tu prometeste que esse teu mundo seria eternamente nosso, onde prometeste amar-me sempre, onde me disseste que me amavas como ninguém, ou como nunca antes tinhas amado. Hoje, enquanto ouço as nossas músicas e rasgo as nossas fotos, entendo que por vezes desistir não é uma cobardia, mas uma decisão, apesar de dura, glorificante. Estou de partida, ou pelo menos tento estar.