sábado, 16 de outubro de 2010

Por vezes tenho medo daquilo que mais uma vez sem mim te podes tornar, de tudo aquilo que te tento ensinar se desmorone e na tua cabeça sejam implantados outros ideais. Tenho medo que não entendas que no teu olhar me perdi, e por vezes, quando a realidade chama por mim, a dor é muita. Tenho medo que na ânsia de quereres ser igual aos outros, te esqueças que marcaste a minha existência através do teu brilho, da tua diferença tão acentuada. Eu só queria que o tempo pudesse parar, ao nosso sabor, que entendas cada ferida que há muito tempo é conservada e nunca apagada, e que me assim me desses um novo e renovado motivo de continuar a lutar, eu não quero que esta corrente seja mais forte que nós. Porque quando não estás magicamente consigo sentir a tua presença, a tua mão na minha, os teus lábios encostados aos meus, e quando abro os olhos é devastador serem apenas imagens. Olha para mim, verdadeiramente, sente o quanto te desejo, o quanto eu tenho medo que os nossos erros levem tudo, como um castelo de cartas que com tanto carinho e esforço demorei a construir. Poderia ser outra qualquer pessoa, mas és tu. Aquele a quem depositei todas as esperanças, o meu destino, por acreditar em ti mais do ninguém. Por em ti trazeres a pureza, a ternura e subtileza de um dia de Primavera, e desde que aqui passaste a minha vida nunca mais foi a mesma. Quantas vezes por tão pouco te foste, e no silêncio da saudade aguardei que chegasses, me abraçasses e prometesses que tu, o meu eterno e ingénuo menino, ficarias aqui, resistindo aos mais fortes ventos e tempestades. Se eu pudesse, cada hora a teu lado, se transformaria num segundo, em cada lágrima tua eu faria um sorriso verdadeiro, pintado de fresco.

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